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O álcool que abastece carros e o que está presente em bebidas como vinho, cerveja e destilados possuem a mesma fórmula química: etanol. No entanto, a semelhança molecular é o único ponto em comum. A diferença crucial que torna um seguro para o consumo humano e o outro um veneno mortal reside no processo de produção, nas impurezas e na fiscalização.
O Risco do Etanol Combustível
O etanol vendido nos postos é produzido visando apenas a eficiência motora. Seu processo não exige a remoção de impurezas e, por vezes, inclui a adição de substâncias tóxicas, como o metanol, ou outros contaminantes, o que não impacta o motor, mas o torna extremamente perigoso para ingestão. Segundo especialistas, ingerir o álcool de posto pode levar a intoxicações graves, coma ou até a morte, pois o produto não segue normas de segurança alimentar e é projetado para um motor, não para um organismo.

A Segurança do Etanol de Bebida
Já o etanol para consumo, presente em bebidas alcoólicas, passa por um rigoroso processo de purificação e destilação. Essa purificação é essencial para garantir a segurança e a concentração adequada do álcool (que varia de cerca de 4,5% em cervejas a até 40% em destilados).

Todo o processo é estritamente fiscalizado por órgãos como o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que monitora cada etapa, desde a fermentação até o engarrafamento. Essa supervisão garante que o produto final esteja livre de compostos tóxicos e em proporções seguras para o corpo humano.

Conclusão
A lição é clara: apesar da identidade molecular, o etanol combustível e o etanol de bebidas alcoólicas são produtos radicalmente diferentes em termos de segurança e finalidade. A ausência de remoção de impurezas e a falta de fiscalização sanitária na produção do álcool de posto o transformam em uma substância de alto risco para a saúde humana.
Fonte: G1



