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Fotografia: Foto Estrela

Localizado no sudoeste da Bahia, na região da Serra Geral, o município de Caetité é um importante polo regional que atende não apenas sua população, mas também moradores de cidades vizinhas que dependem de seus serviços públicos, especialmente na área da saúde.

No entanto, na última semana, a população de Caetité vem  enfrentando mais uma vez, dificuldades para acessar serviços básicos de saúde. A falta de abertura das agendas para Policlínica,  a exemplo,  para o mês de fevereiro de 2026 tem provocado revolta, tumulto e sentimento de desrespeito entre usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

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Em comunicado divulgado recentemente, a Secretaria Municipal de Saúde informou que, até o momento, as agendas não foram abertas e que a publicação teve apenas caráter informativo, sem previsão concreta para o início das marcações. Segundo a nota, uma nova postagem será feita “em breve” com datas e dias de atendimento por especialidade.

Enquanto isso, a realidade na Secretaria de  Saúde é de incerteza, reclamações e tensão. Muitos moradores relatam que estão há semanas tentando marcar consultas e exames, sem sucesso.

“Como pode uma situação dessas? A gente precisa de médico, de exames, e não tem nem agenda aberta. Isso é um desrespeito com o povo de Caetité”, desabafou Dona Maria Cândida, moradora.

A ausência de informações claras e de um cronograma definido agrava ainda mais o problema. Para quem depende exclusivamente do SUS, o atraso representa não apenas transtorno, mas risco real à saúde, principalmente para idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. Além disso, o acúmulo de demanda gera superlotação e confusão nos dias em que surgem boatos de possível abertura de vagas, resultando em aglomerações e desgaste tanto para usuários quanto para servidores.

Moradores cobram mais organização, transparência e respeito por parte da gestão municipal. “Saúde não pode ser tratada com improviso. A população não pode ficar refém da desorganização da secretaria” afirma Maria de Lourdes Soares, também usuária do SUS. Até o fechamento desta matéria, a Secretaria Municipal de Saúde não havia divulgado data oficial para o início das marcações. A comunidade segue aguardando respostas concretas , sobretudo, providências para que o direito constitucional à saúde seja garantido no município.

 

 

 

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