Os números de desmatamento na Amazônia para o mês de janeiro divulgados pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) nesta última sexta-feira (10) são animadores e recolocam o Brasil na busca pela recuperação do respeito internacional.
De acordo com os dados, foram derrubados 167 quilômetros quadrados de área na Amazônia neste mês de janeiro. O total, contudo, indica uma queda de 61% no desmatamento em comparação com o mesmo mês no ano passado. É a quarta menor taxa da série histórica.
Ainda durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o índice chegou a 430,44 quilômetros quadrados em janeiro de 2022. Um aumento de 165% em relação à média de desmatamento no bioma, de 162 quilômetros quadrados, dos últimos seis anos.
Para a organização ambiental WWF, a queda neste primeiro mês de 2023 pode ser reflexo da retomada da pauta da defesa ambiental. Sob o governo Lula, o Ministério do Meio Ambiente voltou ao comando de Marina Silva (Rede), 15 anos depois de sua passagem pela pasta.

Durante a campanha eleitoral e após a posse, o novo presidente reforçou a promessa de agir para zerar o desmatamento, reduzir as emissões de gases do efeito estufa e remontar ações de fiscalização e repressão aos crimes ambientais.
No último mês, o Ministério da Justiça prorrogou para até o dia 12 de julho de 2023 o uso de agentes da Força Nacional de Segurança Pública em toda a Amazônia Legal. O bioma corresponde a 59% do território brasileiro e engloba o Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão. Desde seu primeiro mês, o governo Lula também realiza operações contra o desmatamento e o garimpo ilegal, como na Terra Indígena Yanomami, em Roraima.



