Com o tema: “Democracia é uma palavra feminina: Salve uma mulher”, movimento estudantil, sociais e partidos políticos do Alto Sertão, através do Comitê pela Democracia, já iniciaram os preparativos para as mobilizações do Dia Internacional das Mulheres.
Com agenda para o dia 08/03, às 17h, com saída da Praça Manoel Novais (Praça Luíz Viana), Guanambi-Ba, entidades como o Grêmio Estudantil do IF Baiano de Guanambi, Associação Atlética Acadêmica Wakanda -UNEB -Campus VI (Caetité), partidos políticos como o Pc do B e Psol, movimentos sociais como o MST e MAM, além de artistas independentes e sociedade civil em geral preparam-se para um dia de reflexões e reivindicações.
“E é pensando na força dessas inúmeras lutas por espaços, direitos e reconhecimentos que juntamos as dores e revoltas pelos números assustadores registrados na nossa região de casos de violências contra as mulheres, esse ato, essa data, será um silêncio ao dia da mulher e um grito pelas demandas pautadas pelo luto, pelos casos sem respostas, pelo medo, pelas revoltas do que vem acontecendo” destaca o convite à mobilização, informado por Luana Andrade, estudante e poetisa, uma das organizadoras do evento.
É fato que a violência contra mulher é um ferida social, enraizada no sistema patriarcal e sexista existente tanto institucionalmente, como estruturalmente, práticas naturalizadas que só poderão deixar de existir através de uma desconstrução crítica, reflexiva, com vias à um educação pautada no respeito, no diálogo e na autossuficiência de meninos e meninas , homens e mulheres.
Segundo o Forúm Brasileiro de Segurança Pública, só no primeiro semestre de 2022, uma média de 4 mulheres foram mortas por dia, caracterizando 699 feminicídios no país. Este número é 3,2% mais elevado que o total de mortes registrado no primeiro semestre de 2021, quando 677 mulheres foram assasinadas no Brasil.
Esta porcentagem reflete a necessidade de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres e a educação preventiva, além da necessidade das denuncias em relação à violência doméstica contra mulheres e crianças e a viabilização para a concretização das leis já reconhecidas como a “Maria da Penha”, Lei Carolina Dieckmann, Lei do minuto seguinte, Lei do feminicídio e outras tão importantes como estas.
Redação: Roberta D. V. da Hora



