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Foto: Cito

Indígenas da etnia Tupinambá de Olivença, do município de Ilhéus, no sul da Bahia, realizaram uma vigília no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, para exigir a devolução do Manto Sagrado Tupinambá ao seu território de origem. O artefato, considerado uma entidade ancestral pela comunidade, foi repatriado da Dinamarca em 2024, mas permanece no acervo do museu carioca.

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A manifestação marca o aniversário de um ano do retorno do manto ao Brasil. Os indígenas reivindicam que o objeto seja enviado à Aldeia Mãe, em Olivença, de onde teria sido retirado durante o período colonial. Segundo relatos orais, o manto estava guardado na Igreja Nossa Senhora da Escada, construída com mão de obra indígena escravizada.

O grupo, representado pelo Conselho Indígena Tupinambá de Olivença (CITO), denuncia a exclusão da comunidade das decisões sobre o destino do artefato. A ativista Bekoya Tupinambá destacou que a luta pela devolução começou nos anos 2000, impulsionada pela anciã Amotara, que reconheceu o valor espiritual do manto durante a exposição “Brasil 500 anos”.

Além do retorno do manto, os Tupinambá de Olivença reivindicam a repatriação de outros 10 mantos que ainda estão em museus europeus. Para isso, planejam construir um espaço próprio para abrigar os artefatos, com apoio do arquiteto Marcos Rosembaum e da professora Iazana Guizzo, da UFRJ.

O protesto também cobra diálogo com o governo federal e estadual, especialmente com o governador Jerônimo Rodrigues, que se autodeclara indígena Tupinambá. O grupo espera que o manto possa retornar à sua terra como símbolo de reconciliação histórica e espiritual.

Fonte: G1 Bahia

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