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Pesquisadores identificaram a presença de poeira do deserto do Saara na floresta amazônica, após uma jornada de mais de 5 mil quilômetros pelo Oceano Atlântico. O fenômeno foi registrado entre janeiro e março de 2025 por sensores da Torre Alta de Observação da Amazônia (ATTO), localizada em São Sebastião do Uatumã, no interior do Amazonas.
As partículas detectadas continham minerais como fósforo, potássio e cálcio, essenciais para a fertilidade do solo amazônico, especialmente após queimadas. Segundo os cientistas, a poeira ajuda a repor nutrientes perdidos e pode influenciar na formação de nuvens e no regime de chuvas da região.

O transporte ocorre entre 2 km e 5 km de altitude, impulsionado por ventos fortes e secos do Saara, favorecido pela Zona de Convergência Intertropical. O trajeto pode levar de 7 a 14 dias, dependendo das condições atmosféricas.

Apesar da concentração de partículas (PM2.5) ter atingido 20 μg/m³ — cinco vezes acima da média da estação chuvosa — os pesquisadores afirmam que não há risco à saúde da população local.

O fenômeno é considerado natural e recorrente, mas os cientistas investigam se há relação com mudanças climáticas e alterações na dinâmica atmosférica global.

Fonte: G1 Meio Ambiente



