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Entenda o impacto do jejum tardio no ritmo hormonal
Tomar café da manhã depois das 9h pode aumentar os níveis do hormônio do estresse, o cortisol, prejudicando o metabolismo e até o humor. Profissionais de saúde alertam que esse hábito pode ser interpretado pelo organismo como sinal de escassez.
Por que isso acontece?
O cortisol tem pico natural entre 4h e 9h da manhã, alcançando o nível máximo até cerca de 8h ou 9h. O endocrinologista Francisco Rosero explica que adiar a alimentação nesse período impede a queda natural do hormônio.

“O cortisol tem um pico natural entre 6h e 9h. Quando não comemos nesse intervalo, o corpo entende como uma ameaça…” — nutricionista Ingrid Ulhoa
Riscos associados ao atraso do café da manhã
- Manutenção do cortisol elevado por mais tempo;
- Ativação da gliconeogênese para gerar energia, utilizando reservas internas;
- Aumento de até 59% no risco de diabetes tipo 2 em pessoas que atrasam café da manhã após as 9h.

O que diz a ciência internacional
Pesquisas mostram que níveis de cortisol crescem naturalmente ao acordar (aumento de 38 a 75% nos primeiros 30–45 minutos), e o consumo de café nesse período pode aumentar ainda mais a liberação do hormônio. Especialistas recomendam construir uma rotina consciente: aguardar entre 60 e 90 minutos após acordar para consumir café e priorizar café da manhã proteico e equilibrado.

Dicas para equilibrar cortisol e alimentação
Para manter o equilíbrio hormonal e metabólico:
- Faça sua primeira refeição entre 7h e 8h;
- Aguarde de 60 a 90 minutos após acordar para tomar café;
- Inclua fonte de proteínas no café da manhã (eggs, iogurte, smoothie proteico);
- Evite alto consumo de café em jejum, especialmente se tiver histórico de refluxo, ansiedade ou distúrbios digestivos.

Fonte: Adaptado de G1 e com base em estudos sobre cortisol e crononutrição



