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Foto: Reprodução/Cameras

Na noite do último 6 de junho, um grupo de jovens, supostamente menores de idade, invadiu a construção de uma nova creche no Loteamento Samambaia, em Caetité, na Bahia. A obra, fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Caetité e o Governo da Bahia, foi alvo de vandalismo e furto antes mesmo de sua entrega à população.

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Imagens do sistema de segurança da empresa responsável pela obra, divulgadas nas redes sociais, mostram os suspeitos com os rostos cobertos invadindo o canteiro de obras. Os vídeos revelam pichações, destruição de materiais, e o furto de equipamentos usados na construção.

Agora, o espaço que deveria receber crianças e famílias precisa de reparos antes mesmo de ser inaugurado. Um retrato preocupante da desconexão entre parte da juventude e o sentimento de pertencimento à comunidade.

“Quando adolescentes escolhem destruir um espaço que deveria acolher crianças, algo muito mais profundo está em colapso: a relação com o coletivo, com o bem comum e com o próprio futuro.”

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a identidade dos envolvidos. A Polícia Civil já está com as imagens e deve abrir investigação nos próximos dias. A expectativa é que os responsáveis sejam localizados e responsabilizados pelos danos causados.

Um problema além da punição

O episódio reforça a necessidade de reflexão: por que jovens atacam aquilo que representa avanço social? O que está falhando em casa, na escola, nas políticas públicas, para que esses adolescentes vejam mais valor em destruir do que em construir?

Em Caetité, como em tantas outras cidades do Brasil, o desafio é mais profundo do que a reconstrução de uma creche. Trata-se de um apelo urgente: a juventude pede direção, pertencimento e oportunidade.

Fonte: Sertão 360

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