
Foto: João Risi / MS
Como funcionará a troca de dívidas por atendimento na rede privada
A partir de agosto de 2025, pacientes do SUS poderão ser atendidos em clínicas e hospitais conveniados a planos de saúde, com consultas, exames e cirurgias gratuitas, por meio da conversão de dívidas das operadoras com o sistema público. A medida faz parte do programa “Agora Tem Especialistas”.
Investimento e áreas priorizadas
Inicialmente, cerca de R$ 750 milhões em dívidas serão convertidos em atendimentos nas especialidades de oncologia, cardiologia, ginecologia, oftalmologia, ortopedia e otorrinolaringologia. A oferta poderá variar conforme a demanda apresentada por estados e municípios.

Critérios para adesão das operadoras
A participação é voluntária. As operadoras devem comprovar capacidade técnica e operacional, e realizar pelo menos 100 mil atendimentos por mês (ou 50 mil em regiões de menor cobertura).
“É a primeira vez na história do SUS que implementamos um mecanismo como esse… as dívidas que antes iam para o Fundo Nacional de Saúde agora viraram ações concretas” — ministro Alexandre Padilha
Fluxo de atendimento regulamentado pelo SUS
O encaminhamento dos pacientes será feito pelas equipes do SUS, que decidirão o local de atendimento na rede conveniada, conforme critérios clínicos e regulatórios. As operadoras participarão de edital conjunto do Ministério da Saúde e da ANS.

Integração tecnológica e dados médicos
A partir de outubro, os dados de atendimentos da saúde suplementar serão integrados à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). Entre agosto e setembro haverá envio retroativo de dados de 2020‑2025. Com isso, usuários do app Meu SUS Digital poderão acessar o histórico clínico completo, inclusive via rede privada.

Fonte: Metrópoles, Agência Brasil, Abril Saúde — com base no programa “Agora Tem Especialistas” e portarias do Ministério da Saúde



