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Foto: Isaac Amorim

O Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) coordenado pela Polícia Federal, lançou nesta terça-feira (5 de agosto) a Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, com o objetivo de facilitar a identificação de desaparecidos por meio de perfis genéticos. A ação vai até 15 de agosto em 334 pontos regionais distribuídos por todo o Brasil.

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Como funciona a coleta genética

Familiares de primeiro grau — como pais, mães, filhos ou irmãos — doam material biológico, por meio de cotonete bucal ou gota de sangue. O DNA coletado é comparado com restos mortais não identificados, pessoas vivas sem identificação e perfis genéticos registrados nos bancos estaduais e federal.

Resultado da edição anterior e mobilização na Bahia

Na última edição da campanha, em 2024, foram coletadas 1.645 amostras em todo o Brasil, resultando em 35 pessoas identificadas. Só na Bahia, o banco estadual armazenava 720 perfis e possibilitou 12 confirmações. Na última campanha, 13 vínculos foram confirmados apenas com material de um único parente.

Impacto humano e importância social

A campanha resgata dignidade para famílias com desaparecidos, como destacou Vera Lúcia Ranu, mãe que participou das coletas desde 2021: “Sabemos o que aconteceu. Temos informações e, embora doloroso, é um fim de angústia.” Eles participam das comparecer a delegacias ou postos itinerantes, com boletim de ocorrência obrigatoriamente registrado.

Fonte: Agência Brasil; Agência Sertão – com base nas informações do BNPG, Ministério da Justiça e Segurança Pública

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