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Reprodução Internet

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, notificou nesta sexta-feira (24) 20 operadoras de planos de saúde após verificar um aumento no índice de rupturas unilaterais de contratos.

No documento, a Senacon cita uma elevação no registro de Notificações de Intermediação Preliminar (NIPs) – um instrumento da Agência Nacional de Saúde (ANS) para intermediar disputas entre planos e beneficiários.

Foram notificadas as operadoras:

    • Unimed Nacional
    • Bradesco Saúde
    • Amil
    • SulAmérica
    • NotreDame Intermédica
    • Porto Seguro Saúde
    • Golden Cross
    • Hapvida
    • GEAP Saúde
    • ASSEFAZ
    • Omint
    • One Health
    • Prevent Senior
    • Assim Saúde
    • MedSênior
    • Care Plus
    • Unidas – União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde
    • FenaSaúde – Federação Nacional de Saúde Suplementar
    • Abramge – Associação Brasileira de Planos de Saúde
    • Ameplan – Associação de Assistência Médica Planejada

Em nota, a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) diz que recebeu a notificação e “está sempre pronta para contribuir para a sustentabilidade do setor de saúde suplementar, que tem como objetivo oferecer atendimento eficiente e de qualidade ao beneficiário”.

“A entidade reafirma seu compromisso institucional de colaborar com informações técnicas na busca por elucidar pontos importantes sobre as operadoras dos planos de saúde e às regras a que estão submetidas”, diz a Abramge.

Na notificação, a secretaria dá prazo de 10 dias para as operadoras informarem:

  • o número de cancelamentos unilaterais realizados por cada empresa em 2023 e 2024;
  • os motivos para os procedimentos;
  • quantos, entre os beneficiários atingidos, estavam em tratamento e exigem assistência contínua de saúde;
  • quantos, entre os atingidos, eram idosos ou portadores de transtornos globais de desenvolvimento;
  • qual a faixa etária dos clientes que tiveram as apólices canceladas.

A Senacon cita as “situações de vulnerabilidade” de consumidores que são comunicados em um espaço curto de tempo, “o que impossibilita aos consumidores buscarem alternativas para a situação”.

“Ademais, cabe destacar os beneficiários que estão em tratamento, seja para câncer, autismo ou qualquer outra situação que exija prestação de assistência contínua ou a longo prazo”, diz o governo.

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