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DENÚNCIA DE INFLUENCIADORES TORNOU O TEMA VISÍVEL
Após o influenciador Felca publicar um vídeo acusando o também influenciador Hytalo Santos de usar adolescentes para criar conteúdo sexual acessado por adultos, o tema voltou à tona. Apesar dos termos de uso das plataformas proibirem a sexualização infantil, o conteúdo segue disponível e facilmente acessível.


ENGAJAMENTO E MONETIZAÇÃO COMO PROPULSORES DA EXPOSIÇÃO
Especialistas ouvidos pelo g1 apontam que, apesar de as redes sociais possuírem sistemas capazes de detectar conteúdo sensível, o modelo de negócios baseado em engajamento e monetização favorece a circulação desse tipo de material:
“Todo mundo está ganhando nessa história. Existe muito ganho para as plataformas, só a gente que está perdendo por ser exposto a esse tipo de conteúdo.” — Raquel Saraiva, presidente do Instituto IP.rec.

PLATAFORMAS DIZEM TER SISTEMAS AUTOMÁTICOS, MAS FALHAM NA PRÁTICA
Instagram, TikTok e YouTube afirmam proibir a sexualização infantil, com detecção baseada em inteligência artificial e moderação humana em casos complexos. Ainda assim, especialistas criticam a falta de transparência sobre os investimentos reais destinados à moderação e remoção desses conteúdos.

INTENSIFICAR REGULAÇÃO E CONTROLE É URGENTE
Especialistas defendem a necessidade de regulamentação das plataformas para responsabilizá-las e limitar a exploração da imagem infantil como produto comercial. A Câmara dos Deputados iniciou um grupo de trabalho para criar um projeto de lei voltado à proteção de crianças online.

COMO PROTEGER CRIANÇAS NO MUNDO DIGITAL
- Reduzir a exposição pública de crianças nas redes sociais;
- Ajustar configurações de privacidade e usar controles parentais;
- Incentivar diálogo aberto com os filhos para que possam reportar conteúdos que os incomodam;
- Acompanhar e restringir quem pode postar ou acessar conteúdos com imagens de crianças.

Fonte: G1



